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MENSAGEM A COMUNIDADE ANGOLANA-ALUSIVA AO 04 DE ABRIL - DIA DA PAZ E DA RECONCILIAÇÃO NACIONAL

Governo 16-07-2026
Discurso do Presidente da República na cerimónia de abertura da III Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas

Excelências Chefes de Estado e de Governo,
– Senhor Presidente Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo;
– Excelência Primeira Ministra da Namíbia,
– Excelência Presidente Ellen Johnson;
– Excelência Presidente Catherine Samba-Panza;

– Imam Allahshukur Pashazade, Presidente do Conselho dos Muçulmanos do Cáucaso;

-Excelência Senhor Miguel Ángel Moratinos, Subsecretário-Geral da ONU e Alto Representante da Aliança das Civilizações das Nações Unidas;

-Excelência Mahamoud Ali Youssouf, Presidente da Comissão da União Africana, representado por Sua Excelência Fathallah Sijilmassi, Director-Geral da Comissão da União Africana;

– Distintos líderes religiosos;

-Distintos Convidados;

-Minhas Senhoras, Meus Senhores;

Para a República de Angola constitui uma grande honra a colher esta Cimeira,organizada em parceria com a Aliança das Civilizações das Nações Unidas, num momento em que o mundo enfrenta desafios profundos à estabilidade e ao entendimento entre nações, marcado por conflitos persistentes, crises humanitárias e tensões geopolíticas.

Esta Cimeira constitui uma oportunidade para reforçar a solidariedade internacional, defender os princípios da Carta das Nações Unidas e assegurar o respeito pelas normas que regem as relações entre os Estados.

A vossa presença reflecte o compromisso colectivo com o diálogo e a cooperação como instrumentos essenciais para a construção de um futuro mais estável e seguro.

Desde a sua criação, a Aliança das Civilizações tem defendido uma visão de aproximação entre os povos,que hoje se revela ainda mais relevante face aos actuais desafios globais.

Por essa razão, mais do que um espaço de debate, este encontro deve servir como plataforma de mobilização para soluções pacíficas, reforçando o papel do multilateralismo na prevenção da violência e na promoção da reconciliação entre as nações.

Hoje, o diálogo entre civilizações se impõe como condição essencial para a estabilidade mundial, pois a situação internacional actual se vem deteriorando de forma preocupante.

Continuamos a assistir a práticas assentes na violência, no uso da força, no desrespeito pelo direito à vida e à dignidade da pessoa humana.

As guerras que assolam diferentes regiões do planeta exigem contenção, responsabilidade e soluções negociadas.

“É, por isso, urgente que unamos esforços para ajudar a resolver os conflitos armados ainda prevalecentes em determinados pontos do globo, nomeadamente no Leste da RDC, no Sudão, nos países da região do Sahel, na Somália, na Ucrânia, no Myanmar, no Médio Oriente compreendendo a Palestina, o Líbano e o Golfo Pérsico.

É também imperioso que combatamos sem tréguas o terrorismo, o crescente uso do mercenarismo para derrubar governos democraticamente eleitos, assim como as mudanças políticas feitas ao arrepio das normas do Direito interno de cada Estado e do Direito Internacional.

Não podemos permanecer indiferentes perante esta escalada de guerras, conflitos e tensões cujos efeitos afectam a segurança, a economia global e os princípios fundamentais das relações internacionais.

Os Estados devem assumir posições firmes em defesa desses princípios. O sistema multilateral deve ser mais representativo, eficaz e inclusivo, capaz de responder aos desafios contemporâneos.

Estamos perante um momento que exige acção, em que devemos privilegiar a diplomacia, a mediação e a prevenção como vias para alcançar estabilidade duradoura”.

Caros Convidados,

Os Angolanos conhecem bem o custo da guerra e o valor do perdão. Temos uma sensibilidade particular para estas questões, resultante da nossa própria experiência histórica.
Para nós, a paz é uma conquista alcançada com sacrifício e consolidada ao longo dos anos através da reconciliação nacional.

O nosso país viveu quase três décadas de guerra, depois da conquista da Independência Nacional.

Foi um período difícil em que a prioridade era mobilizar todos os recursos possíveis e disponíveis, quer humanos quer materiais para conquistar a paz, que felizmente, com o contributo de todas as forças vivas da Nação, foi alcançada a 4 de Abril de 2002.

Só a partir desta data foi possível edificar de facto um Estado Democrático de Direito, reconciliar a Nação, conceber e implementar um amplo programa de reconstrução das infra-estruturas e definir políticas públicas mais centradas no desenvolvimento das pessoas.

Angola é hoje um país estável e seguro, aberto ao investimento privado nacional e estrangeiro, que continua a consolidar o processo democrático, mediante a realização regular de eleições gerais e a garantia dos direitos e das liberdades fundamentais dos cidadãos.

Graças à paz, temos hoje condição de realizar investimentos sustentáveis em infra-estruturas rodoviárias, portuárias, aeroportuárias, de produção e distribuição de energia, de produção e distribuição de água, de telecomunicações, na educação, saúde, habitação e transformar os antigos campos de batalha em zonas de produção agrícola, garantindo desse modo a segurança alimentar e a diversificação da nossa economia.

Apesar dos desafios que ainda subsistem, Angola orgulha-se das conquistas que vem alcançando nos mais variados domínios da vida nacional.

O nosso foco actual é melhorar a qualidade de vida de toda a população por via da expansão das infra-estruturas, da diversificação da economia, do aumento da oferta de emprego e do reforço da protecção e da inclusão social.

A nossa experiência ensina-nos que nenhum objectivo justifica a destruição e o sofrimento causados pela guerra e que a paz se constrói com diálogo, inclusão e confiança.

Temos a plena convicção de que o elemento primordial para a construção da prosperidade de qualquer país é a paz e a segurança internas.

Não é possível garantir prosperidade e desenvolvimento económico e social, em ambiente de guerra e de conflito.

Angola mantém o seu compromisso com a mediação e a promoção de soluções africanas para desafios africanos, em cooperação com os parceiros internacionais, procurando contribuir para o fortalecimento da Arquitectura Africana de Paz e Segurança e dos mecanismos de prevenção, gestão e resolução de conflitos.

É neste quadro que continuaremos a promover a Bienal de Luanda, fórum pan-africano para a cultura da paz, cuja 4.ª edição realizaremos este ano, enquanto plataforma de diálogo e prevenção de crises.

Defendemos o reforço da dimensão cultural e educativa nas estratégias internacionais de prevenção de conflitos.

Propomos o desenvolvimento de um Programa Global de Educação e Cultura para a Paz e Cidadania, envolvendo Estados e organizações internacionais, tais como a Aliança das Civilizações das Nações Unidas e a UNESCO, o qual deve compreender, entre outros pilares, o diálogo entre gerações, a estabilidade global sustentável e o respeito mútuo entre culturas.

A estabilidade exige responsabilidade colectiva e a participação activa de todos os actores institucionais e sociais, incluindo as lideranças religiosas, os jovens e as mulheres, não apenas como beneficiários, mas como protagonistas na construçãode soluções.

A resolução dos conflitos exige o respeito permanente e consistente das normas internacionais e a abordagem das suas causas profundas, incluindo a pobreza, a desigualdade e a fragilidade institucional.

A crescente militarização das relações internacionais exige uma resposta centrada na diplomacia e na construção de consensos, porqueestamos convictos de que nenhuma solução duradoura será alcançada através da força.

Acreditamos que esta Cimeira contribuirá para mobilizar governos e instituições na promoção de soluções pacíficas para os desafios actuais e reforçará a voz global a favor da cooperação e do entendimento entre os povos.

Que a partir daqui, em Luanda, capital da República de Angola, possamos enviar para a comunidade internacional a mensagem de que os conflitos são evitáveis, a paz mundial continua a ser possível e que o respeito pela dignidade da pessoa humana, pelo Direito Internacional, pelo multilateralismo, deve permanecer no centro dos nossos esforços colectivos.

Que este encontro inspire compromissos concretos para pôr fim aos conflitos que continuam a causar destruição, luto, dor e sofrimento em várias regiõesdo globo.

Angola reafirma o seu compromisso e determinação em trabalhar com todos os parceiros internacionais para construir um futuro mais seguro, mais justo e mais inclusivo para todos os seres humanos, independentemente da cultura, religião, género ou qualquer outro critério discriminatório, ou de exclusão.

Felicito as equipas conjuntas do Governo de Angola e das Nações Unidas que trabalharam na sua organização e exorto a todos a participarem dos debates que se seguem, contribuindo para a definição de soluções para os desafios da estabilidade e segurança mundial.

Com essas palavras, declaro aberta a Cimeira da Aliança das Civilizações, que decorre sob o lema “Um Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional.”

Muito obrigado!”

Fonte: Serviço de Imprensa e Comunicação Institucional
Governo 20-05-2026
ANGOLA PARTICIPA NA 13.ª EDIÇÃO DO FÓRUM URBANO MUNDIAL

A delegação da República de Angola, chefiada pelo Ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, participa, de 17 a 22 de Maio, do XIIIº Fórum Urbano Mundial, que decorre na cidade de Bakú, República do Azerbaijão.
O evento que decorre o lema “Habitação para o Mundo: Cidades e Comunidades Seguras e Resilientes” e reúne mais de vinte mil participantes provenientes de 180 países.
Na sessão inaugural, que contou com a presença de 54 representantes governamentais de diferentes continentes, o Ministro Carlos Alberto dos Santos destacou a necessidade do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) implementar uma nova Agenda Urbana até 2036, como forma de evitar que África se torne um espaço de maior vulnerabilidade climática e exclusão social.
Por outro lado, o Ministro reafirmou o compromisso de Angola com o multilateralismo no âmbito da ONU-Habitat, bem como com todos os parceiros internacionais na promoção de cidades mais humanas, resilientes e sustentáveis. Sublinhou ainda que o futuro sustentável de Angola e de África, em geral, dependerá, em grande medida, da forma como as cidades são hoje planeadas e geridas.
Para além do programa oficial, o ministro Carlos Alberto dos Santos acompando do embaixador angolano na Federação da Rússia, Comunidade dos Estados Independentes e na República da Mongólia visitaram igualmente o Centro de Exposição onde procederam a abertura do Stand de Angola, onde se apresenta os mais recentes desenvolvimentos do país neste sector. Participam também na Exposição países africanos como o Quénia, a República Democrática do Congo, a Etiópia, a República do Zimbabué, a República da África do Sul e a República do Níger.
Com esta presença, Angola mantém uma participação regular neste importante evento internacional, organizado pela ONU – Habitat.
Serviços de Comunicação Institucional e Imprensa, Moscovo 18 de Maio de 2026

Fonte: Serviços de Comunicação Institucional e Imprensa
Governo 07-05-2026
Angola e Arménia realizam em Erevan, a Primeira Reunião no âmbito das Consultas Politicas

Angola e Arménia realizam em Erevan, a Primeira Reunião no âmbito das Consultas Politicas

Moscovo (06.05)
No âmbito do reforço das relações político – diplomáticas e de cooperação económica e comercial entre a República de Angola e a República da Arménia foi assinado hoje (06.05), á margem do evento Dialogo de Erevan – 2026, a Primeira Reunião sobre Consultas Politicas entre os Ministérios das Relações Exteriores de Angola e o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arménia, na sequencia da assinatura do Memorando de Entendimento que regula sobre a referida matéria assinada em Setembro de 2025.
S.E. Esmeralda Mendonça, Secretaria de Estado para as Relações Exteriores chefiou a delegação angolana ao evento, sendo a delegação da Arménia conduzida pelo Vice Ministro dos Negócios Estrangeiros Vahan Kostanyan.
Na ocasião, ambas as partes manifestaram-se satisfeitas com actual dinâmica das relações bilaterais, sublinhando o interesse de incrementa-las nos domínios da Formação de Quadros, Saúde e Produtos Farmacêuticos, Joalharia e Processamento de Diamantes, Educação STEM, Inovação, Turismo, Tecnologias de Informação, Economia Digital, Agricultura, ente outras áreas das Ciências e do Saber.
O vice ministro dos Negócios Estrangeiros convidou a República de Angola a participar da Cimeira das Nações Unidas sobre a Biodiversidade – COP17 e dos Jogos Países da Francofonia, eventos a decorrer na Arménia em Outubro 2026 e de Junho a Julho de 2027, respectivamente.
As partes abordaram ainda, sobre a possibilidade de apoio mútuo às candidaturas nos organismos internacionais, tendo Angola solicitado apoio a embaixadora Josefa Sacko, ao cargo de Directora Geral da FAO, para o período 2027 -2031, nas eleições a decorrerem em junho de 2027.
Integram a delegação angolana, a Embaixadora Maria Cuandina Tchilepa de Carvalho, Directora da Direcção Europa e o Embaixador Augusto da Silva Cunha, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário na Federação da Rússia, C.E.I. e na República da Mongólia.

A República de Angola e a República da Arménia estabeleceram relações diplomáticas aos 3 de Outubro e 1994 e no âmbito do dialogo político permanente em construção, pretendem alargar as relações de cooperação comercial.

Fonte: Serviço de Imprensa e Comunicação Institucional

russia.mirex.gov.ao Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Republica de Angola na Federação da Rússi

Augusto da Silva Cunha



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